Não sei quem é o autor, mas está brutal: «Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes... até as ouvirmos".
A Delta Cafés solicitou uma reunião com o Papa. Após receber a bênção, o representante cochichou:
Um grande desígnio nacional, uma ideia mobilizadora, um sonho realizável, uma esperança, um projecto, um desafio, é isto que, enquanto País, nos falta.
«Falta de democracia». É assim que alguns «bloquistas» interpretam o facto de o BE não se ter conseguido fazer eleger para tomar conta da Mesa da Assembleia. A culpa foi da falta de democracia.
Arthur Schopenhauer
De tempos a tempos tenho de colocar, aqui, a citação do velho Arthur Schopenhauer, que chamava VELHACOS a esses que usam o anonimato para atacar às escondidas quem vem a público de cara destapada.
O artigo imediatamente anterior a este foi visitado por um verme social, um cobarde repugnate, um nojento de mau hálito, ressabiado, asqueroso. Não sei se o comparo a uma minhoca que vai fazendo um caminho na lama, debaixo dos nossos pés, ou se o comparo a uma lombriga que vive e come das fezes intestinais de uma certa agremiação...identificada!
Este comportamento ordinário vem de gente torpe que usa a blogosfera para fazer, cobardemente, o que não tem corajem de fazer às claras. Deviam ter vergonha de se ver ao espelho; deviam ter vergonha de sair à rua. Uma baixaria. Escondem-se atrás do anonimato para tentar a calúnia, espalhar o boato e provocar...
Cuidado!
Deixo aqui um repto e um aviso a essa figura larvar: seja homem e identifique-se. Tem medo de quê???
Platão comparava a política à tecelagem! A mistura de diversos tecidos e a arte de os conjugar e cozer, tinham algo a ver com a capacidade do político em encontrar equilíbrios na gestão de pessoas, cada uma com as suas próprias idiossincrasias.
Os suíços acabam de decidir, em referendo, a proibição da construção de mais minaretes. Para entender esta decisão há que entender, primeiro, o que o minarete representa.
A palavra «peripatético» é uma palavra grega que significa «itinerante». Peripatético(s) era o nome dado aos discípulos de Aristóteles por causa do hábito que ele tinha de caminhar enquanto dava as suas prelecções sob os portais cobertos do Liceu ou sob as árvores que o cercavam.O que é que José Mota em Aveiro, Isabel Santos no Porto, Miguel Ginestal em Viseu, Sónia Sanfona em Santarém, e Jorge Gomes em Bragança têm em comum?
Alguém sabe???
É fácil: foram todos candidatos derrotados do PS nas últimas autárquicas. Perderam uma Câmara, mas Sócrates deu-lhes um Governo Civil.
O que aconteceu em Lisboa também tem que se lhe diga: o PS conseguiu fazer eleger 19 deputados para a Assembleia da República. O 20º, que já não foi eleito, foi António Galamba. Sabe o que lhe aconteceu??? Não calcula??? Isso mesmo..Sócrates nomeou-o Governador Civil de Lisboa!
Basta comparar os dados da Transparency International: Em 2006, Portugal estava em 26º lugar no ranking dos países menos corruptos a nível mundial. Em 2009, caiu para o 35º lugar. Que “coincidência” chata: durante a última legislatura do Governo PS, assistiu-se a uma queda de nove lugares.
O lendário grupo musical Pink Floyd editou, em 1979, um álbum de ópera rock que viria a ser um best-seller mundial com mais de 30 milhões de cópias vendidas. «The wall», ou o «O muro» era a história da vida de um anti-herói chamado Pink, o qual era constantemente deitado por terra por parte da sociedade. Para se proteger dessa sociedade que constantemente o desvaloriza, Pink foi construindo um muro imaginário criando a sua zona de segurança. Cada má experiência que tinha na vida era «mais um tijolo no muro». E, pouco a pouco, Pink foi tomando consciência da necessidade de derrubar o seu muro e abrir-se ao mundo que o rodeava. Era Rousseau que se referia ao facto de que o homem nasceu livre mas em todos os lugares estava acorrentado. Muros individuais, interiores, que referimos agora, dão origem a estes muros colectivos, exteriores que referimos de seguida.Com uma calma, uma serenidade a toda a prova, como que pairando superiormente sobre o caos, Saramago entrou por aqui a dentro, como um furacão imparável, a dizer que a Bíblia é um manual de maus costumes, que Deus não é de fiar e mais uma série de impropérios. Disse do cristianismo o que Maomé não disse do toucinho. Foi tal a tempestade, que pôs o país todo em estado de alerta vermelho...
Agitou as águas, fez trovejar, acendeu uns quantos relâmpagos, provocou um sismo de grau elevado na escala do dogma e ala, que se faz tarde. E como diz o meu amigo Joaquim Franco, jornalista da SIC, Saramago «fez sair da toca um certo "talibanismo" cristão, agressivo, que se pensava do passado».
Teve honras de entrevista em simultâneo na SIC e na SIC Notícias e mostrou que não vem cá para discussões. Falou calma e seguramente, do topo dos seus 85 anos que não deixam nada a dever à lucidez, à argúcia e ao vigor intelectual. Deixou rasto.
Na entrevista a que me refiro, Saramago pediu que sejam adicionados mais dois direitos aos tão celebrados «Direitos do Homem»: 1. O direito à dissidência e 2. O direito à heresia.
Bem sei que estes dois direitos não fazem parte da cartilha seguida pelo Comité Central do PCP de Saramago… aí, a dissidência e a heterodoxia são forte e exemplarmente punidos.
Mas isso não obsta a que Saramago tenha alguma razão. É preciso ter e conceder, às pessoas, a liberdade de dissidência e de heresia.
Estava aqui a pensar que as grandes religiões já foram, todas, um dia, consideradas seitas, dissidências. O budismo em relação ao hinduísmo, o cristianismo em relação ao judaísmo, o protestantismo e a Igreja Ortodoxa em relação ao catolicismo romano e por aí a fora...
E já para não dizer que as grandes doutrinas bíblicas, pilares e âncoras da mais rígida ortodoxia religiosa, começaram por ser consideradas, primeiro, como grandes heresias.
Dissidência e heresia estão, afinal, prenhes de sementes de futuro.
Nisto, estou com Saramago: viva o direito à dissidência…e à heresia.
Hoje mudou a hora... acontece assim duas vezes no ano. Mas há outra mudança mais importante a acontecer: a mudança dos TEMPOS! A primeira mudança é conjuntural; já a segunda é estrutural. A primeira interfere na vida de hoje… a segunda interfere no amanhã.
Fernando Pessoa, agora na pele e na pena de Alberto Caeiro escreveu: «Sou um guardador de rebanhos, e os rebanhos é os meus pensamentos».
Winston Churchill disse que a democracia é a pior forma de governo que existe…à excepção de todas as outras!